Luto no Rock: Frank Beard, baterista do ZZ Top, morre aos 77 anos; banda confirma shows no Brasil


O mundo do rock se despede de uma verdadeira lenda. O baterista Frank Beard, pilar rítmico do ZZ Top por mais de cinco décadas, faleceu em 17 de agosto de 2026, aos 77 anos, em seu rancho na cidade de Richmond, no Texas. A notícia traz um misto de luto e celebração, com a banda confirmando que seguirá com sua agenda de shows, incluindo as aguardadas apresentações no Brasil.
O anúncio de continuidade entrega ao público a confirmação de uma transição respeitosa e de altíssimo nível. Com o baterista Michael Monahan assumindo definitivamente as baquetas — após já ter substituído Beard no início de agosto —, a turnê “The Big One!” mantém a sinergia única do grupo, reafirmando a força do ZZ Top liderado por Billy Gibbons no cenário global do blues e hard rock.

Uma despedida com valor histórico em solo sagrado

O falecimento de Beard ganha contornos ainda mais profundos pela forma como ocorreu: recebendo cuidados paliativos, cercado pela família em seu amado Texas. A escolha da banda de seguir na estrada atende a um desejo expresso do próprio Frank.
A decisão transforma as próximas apresentações em uma celebração emocionante. Ao executar seus clássicos nesta nova fase, o ZZ Top conecta o presente e o passado do Texas blues em uma atmosfera de puro respeito e reverência ao seu eterno companheiro de banda.

Fidelidade ao clássico e potência rítmica de Monahan

Musicalmente, a nova formação do ZZ Top fará jus à grandiosidade da base criada por Beard. A banda manterá o peso arrastado, os riffs marcantes e a assinatura sonora sulista que consolidou o grupo nos últimos 50 anos.
O grande destaque fica para a responsabilidade de Michael Monahan, que entrega o groove e a precisão característicos das canções sem perder a identidade da banda, acompanhado pela guitarra inconfundível de Gibbons e o baixo de Elwood Francis em uma cozinha instrumental impecável.

Relação de longa data e reverência aos mestres

A continuidade da turnê não acontece por acaso. A decisão de manter a agenda, que quebra um hiato de 16 anos sem shows do grupo no Brasil, reforça publicamente a enorme influência que a ética de trabalho “estradeira” exerceu sobre o ZZ Top.
Essa resiliência destaca como o legado dos pioneiros do gênero continua vivo e renovado, honrando a memória de seus integrantes através da música e do compromisso inabalável com o público de várias gerações.

Consolidação do ZZ Top e o olhar para o futuro

A decisão reforça a posição do ZZ Top como uma das instituições mais sólidas e autênticas da atualidade, capaz de lotar arenas globais e prestar homenagens de alto nível sem soar apelativa. A entrega técnica e a emoção que demonstrarão nos palcos de Porto Alegre (18/11), Curitiba (20/11) e São Paulo (21/11) mostram um grupo gigante e resiliente.
 
Para os fãs brasileiros, os shows de novembro servirão como um documento marcante de noites inesquecíveis e um registro da contínua reverência do rock atual aos seus grandes mestres.